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domingo, 7 de agosto de 2016


HÁ UM FANTASMA
RONDANDO
OS JOGOS OLÍMPICOS

         
        Na festa de abertura dos jogos olímpicos no Brasil, o primeiro país sul americano a sediar uma olimpíada, houve um personagem que, como Hamlet, esteve assombrando aquela festa.

         Sim, ele mesmo, Luis Inácio Lula da Silva.

         Lula era torneiro mecânico, vindo dos confins do nordeste, sem educação formal, mas com capacidade de liderança extraordinária. Ao fim ditadura militar, foi cooptado por um grupo de intelectuais, José Dirceu inclusive, para ser uma espécie de aríete da esquerda na nova política que se formava.

         Candidato à presidente, pelo Partido dos Trabalhadores, legenda que angariou logo a simpatia dos brasileiros, não conseguia se eleger. Foi, então, que um de seus mentores teve a brilhante ideia de contratar um marqueteiro, desses que garantem vitórias para tantos políticos de direita.

         Com Duda Mendonça, tudo mudou. O discurso raivoso, contra o patrão, eficiente na porta da fábrica, foi substituído pelo bordão amável “Lulinha, paz e amor”, que traduzia mensagem hippie de um paraíso psicodélico. Esse bordão estava mais para Buzina do Chacrinha, mas, mas no deserto de ideias, funcionou. Lula foi eleito.

         O primeiro mandato foi quase mágico. Lula pegou governo organizado pelos financistas de FHC, economia global que crescia vertiginosamente puxada pela locomotiva China e sociedade brasileira encantada pela simpatia de seu mandatário chefe.

         O bolsa-família foi considerado, pela UNESCO, programa padrão para erradicação da miséria. Foi catapulta para Lula ser uma das principais lideranças mundiais. (a propósito, o bolsa família foi criado por Ruth Cardoso, mas isso foi eclipsado pelo brilho de nosso Guia).

         Lula teve um segundo mandato, não tão bom quanto o primeiro, mas, ainda mantendo grande liderança, agora, já com o aparelhamento do Estado.

         Lula não teve coragem de alterar a Constituição para ser eleito uma terceira vez. Preferiu voltar em 2014. Tinha cacife para isso.

         Nesse momento histórico, Lula cometeu dois erros mortais, resultado da fragilidade de sua educação básica. Primeiro, indicou para sucedê-lo, Dilma Rousseff, uma nulidade, um zero à esquerda. Segundo seu plano, Dilma faria governo medíocre e ele, logo, seria eleito novamente nos braços do povo, na base do “volta Lula”. Segundo, rendeu-se ao canto de sereia das grandes empreiteiras de obras públicas. Conseguiram convencê-lo de ser um embaixador das esquerdas junto a ditaduras que juravam professar o mesmo ideário, conseguindo obras, financiadas com empréstimos oriundos do BNDEs.

Nesse momento, começou o calvário de Lula. Dilma, ao fim de um desastrado governo, resolveu continuar presidente, mostrando que além de medíocre, era cabeça dura e ambiciosa, algo que ele não contava. Quando pressionou para que deixasse o poder, ela chantageou-o com a ameaça de publicar as despesas do cartão de crédito corporativo de Rosemary Noronha, sua amante. Ele recuou. Por outro lado, os parceiros de crime, presos por Sérgio Moro, ao primeiro aperto, abriram a boca, entregando seu “embaixador”. Lula não se deu conta que eles não eram movidos à ideologia, simplesmente eram bandidos.

         Luis Inácio Lula da Silva deveria ser o grande homenageado, tanto na abertura da Copa do Mundo como na Olimpíada, ele que utilizando seu enorme prestígio pessoal, trouxe essas competições para o Brasil.

         No entanto, Lula dedica todos seus esforços para não ser preso e condenado como um reles ladrão. Lula conseguiu destruir sua vida e assassinar sua biografia. Shakespeare não poderia imaginar tanta tragédia.